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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Assim é o amor...




















O amor é como aquela rosa
Que cuidamos,
Que cultivamos.

O amor é como aquela semente
Que nos dedicamos,
Que nossa esperança depositamos.

O amor é como aquela rosa!
O nosso cuidado
E cultivo
Permite seu crescimento.
Mas, as variáveis do tempo
Agridem e machucam
Fazendo com que as pétalas caiam.

Assim é o amor...
Cresce com o cuidado
E cultivo
Entretanto, senti as dores
Das tempestades
Causadas pelas adversidades do tempo.

A amor é como aquela semente!
Que nos dedicamos
Mesmo não enxergando
Os seus frutos.

O amor é como aquela semente!
Que nossa esperança depositamos
Mesmo sendo
Invisível aos nossos olhos.

Assim é o amor...

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

(Poesia dedicada a minha querida família:
Rosângela, Flávia e Victor.
Obrigada por todo o amor que a mim dedicam!!!
Obrigada por esse amor maior que minhas fraquezas e limitações!
Obrigada mais uma vez por esse amor incondicional!!!)

sábado, 9 de julho de 2011

In-Culto



















O que falta no Culto

Tem no Inculto...

O que falta no Inculto
Tem no culto...

O que falta no culto
E tem no inculto
É o "In".

E o que falta no inculto
E tem no culto
É a cultura.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Bemtevi*




















Bem-te-vi
Bem te vi.

Bem te vi
Bem-te-vi.

"bem-te-vi, bem-te-vi..."
Bem-te-vi
Bem te vi.


Rafaella Silveira Sucupira da Costa. 27-06-11

sábado, 18 de junho de 2011

Tálento*
























Talento

Tá lento.

Se tá rápido
Não tá lento.

E se não tá lento
Não é Talento.


Rafaella Silveira Scupira da Costa.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Palavras, palavras, palavras...























Há aqueles que dizem e prometem...
E há aqueles que lutam com ações e práxis.

Aqueles que tanto dizem esquecem de fazer
Aqueles que prometem nunca cumprem...

Mas há quem lute, em silêncio,

Sem esquecer de:
Fazer;
Demonstrar;
De amar;

De se entregar...

Mas, nem sempre aquele que tanto fala
Consegue ouvir os gestos de amor daquele que estar ao seu lado.
Pois, prefere
Palavras, palavras, palavras...
Palavras essas que ecoam vazias,
Pois não têm força de ação.

Talvez por tanto dizer,
Tanto falar
Não tenhas conseguido ouvir
O olhar de amor daquela que, sempre, esteve ao seu lado.
E que sempre o amou.


Ao invés de jurar Amor Eterno...
Que logo cedo esmorece.
Amou,
Simplesmente amou.

Talvez...
Aquele que tanto fez promessas
Não tenha percebido que aquela que esteve, sempre, ao seu lado
Sempre dissimulara as promessas que nunca foram cumpridas.

Não seria isso prova prova de amor?
Não seria esse seu modo de lutar?
De falar?

Simplesmente
Dizermos que estaremos ao lado de alguém que julgamos amar
Não é necessariamente estar ao lado.

Porque para se estar ao lado de quem se ama
Não precisa ser dito ou prometido.

Basta um olhar...

Para estar ao lado de quem se ama
Têm que, verdadeiramente, amar
E estar disposto a si mesmo renunciar
Para se fazer presente não apenas de corpo
Mas, de corpo presente;
De alma...
Estando sempre presente,
Mesmo que em silêncio.

Mas, nem sempre aquele que tanto fala
Consegue ouvir os gestos de amor daquele que estar ao seu lado.
Pois, prefere
Palavras, palavras, palavras...
Palavras essas que ecoam vazias,
Pois não têm força de ação.


Por fim,
Sem adeus
Pois não restam mais palavras
Não sendo mais necessário:
Promessas;
Juras;
Ou mesmo o que dizer.

Pois as palavras vão
Com as promessas,
Com as juras;
As palavras passam com os homens,
As palavras vão com os homens.

Esmorece o homem com suas palavras
Pois, indo o homem
Silenciam as palavras vazias
Sem força de ação.

O homem passa...
Restando apenas o amor.

Pois o amor
Não é homem,

Não são palavras,
Não são promessas,
Não são juras...


Rafaella Silveira Sucupiras da Costa.

sábado, 2 de abril de 2011

Religiões



















Se eu quizer seguir as "religiões" dos homens

Terei que fechar os meus olhos,
Tapar meus ouvidos,
Calar minha boca;
Crescer diante dos homens
E diminuir diante de Deus.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sábado, 5 de março de 2011

Nascimento na Morte












Como se fundamentaria a vida

Se não houvesse sofrimento?
Se ao menos soubéssemos
A razão do nosso lamento...
Não andaríamos sempre
Com tanto descontentamento.

E assim com a nossa ignorância seguimos
Achando-nos fartos de conhecimento.
Ah! e as nossas descobertas
Não nos tornam nem melhores nem priores,
Apenas são peças de um jogo inexplorado...

E a vida?
Como saberíamos o que é viver
Se não provássemos à morte?

Foi necessário alguém perecer
Para que o nosso ser
Pudesse nascer.
Assim como o dia
Que só nasce
Se a noite morrer.


Rafaella Silveira sucupira da Costa.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sobreviver

















Entre Viver e Morrer
Optamos por sobreviver.

Cada passos que damos,
Caminhamos
Em direção à Morte.
Mas, também à Vida.

Como se estivessemos presos
No ciclo vicioso
De lutar pelo Viver
Quando nosso prémio
É simplesmente Morrer.

O quê resta ao corpo,
Não é a Morte?
'O pó retorna ao pó...'

Enquanto prosseguimos
À dá forma ao barro

Esquecemos
O informe transcendental

Na ilusão de tornar imortal
O corpo mortal
Nos sujeitamos
Apenas, a Sobreviver
Esquecendo-nos de Viver.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Razões da vida














Até quando seremos expelidos

do "ventre materno",
jogados a dura sorte da vida?

Até que ponto suportaremos
que a realidade nos roube
a ingenuidade de nossa "doce" infância"?

Como compreenderemos
o mistério paradoxal que cerca
nossa tão breve trajetória?

Aceitaremos facilmente
que horas a vida acalente-nos
como mães calorosas
e horas nos subjugue
com braço de aço e ferro?

Como alcançaremos
o ápice
se em nome do desenvolvimento
é nos arrancada
a sublimidade do conhecimento?

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ler























Ler não é meramente uma
atividade intelectual.
Ausente de sensações e emoções.
Ler é uma atividade que exige de seus leitores
não apenas decodificar seus símbolos,
mas sim, senti-los
para que assim possamos dar-lhe vida interpretando-os.

Rafaella Silveira S. da Costa.

sábado, 28 de agosto de 2010

Voar















Até quando seremos impedidos de voar imensuravelmente;
Num vôo súbito e sublime
Atraídos pela gravidade que a "terra" exerce sobre nós?

Mas como voaremos imensidamente
Se deste terreno não nos despojarmos?
Precisamos acreditar
Para que o infinito possamos contemplar.

Quando voarmos o impenetrável será alcançado
Pois do terreno teremos nos desligado
E alcandorado seremos
Pois com Cristo teremos nos encontrado.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Aurora do amor



















Não deixes que teu amor viva
Enclausurado em profundas trevas
Decaíndo como o crepúsculo de um lindo dia

Mas o liberte para que possas iluminar
Os passos daqueles que se encontram perdidos
Sendo a aurora do amor à raiar em cada olhar.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

Não tem título
























Um dia li um livro
O qual não tinha título
Amei aquele livro
O qual não tinha título.

Mas, como poderia ser um livro
Se nem possui título?
Apenas sei que amei o livro
Mesmo não havendo título.

O livro sem título
Sem dúvida foi o mais querido
Mesmo não havendo título.

Hoje, o guardo como querido
O livro lido
Aquele que não possui título.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

Confiança

















Diante dos obstáculos da vida
Há sempre uma lição à aprender...
E vemos o quanto pequenos somos
Quando nos deparamos
Com situações que não podemos resolver.

Nossos alicerces parecem desmoronar
Quando as lágrimas insistem em rolar
Fazendo perceber
A tristeza a cada olhar
Em plena "sombra" do luar.

Mas, a escuridão irá passar
Quando aprendermos a confiar,
E além dos problemas olhar.

Pois na adversidade
Há muito a ganhar
Basta apenas confiar
E a tempestade logo cessará.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mudo mundo

Neste mundo débil
De desafeto
E falsos amores
Prospera a infertilidade do amor
Rompendo a corrente de nossa unidade.

Jaz a esperança
Onde permeia a iniquidade
Aniquilando a harmonia
Que vigora o transcendente cosmos.

Tal planeta
Carece de bravos guerreiros
Que possam marchar
Com honradez e perseverança.

No leito planetário
Surge a geração vigorosa
Assim como no fim do casulo
Surge a tão ansiada borboleta.

Ao deleitar o sedutor fruto
Tu possas se lembrar
Que a princípio
Era uma simples semente.

Talvez assim, também,
Possamos ressuscitar o adormecido mundo
Que hoje permanece mudo.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

Verdadeiro amor

















O espaço não pode delimitar as fronteiras
Do verdadeiro amor,
Nem mesmo o tempo pode levá-lo consigo
Tornando-o finito.

O amor não morre, nem mesmo finda...
Não é seputável*,
Nem mesmo terminável.

Havendo amor, não cessará.
Pois o amor não morre,
Nem entra em metamorfose...
Ele é eterno e nunca passará.

O "amor" que morre não é amor
É apenas ilusão!
Pois o verdadeiro amo
Jamais morrerá...

Rafaella Silveira Sucupira da Costa

sábado, 10 de julho de 2010

Que espécie


















Que espécie de criatura
É capaz de em sã consciência
Se voltar contra aquela que o amou?

Que espécie de átomos
Compõem um ser que procura a destruição
Daquela que o gerou?

És tu aquele que não respeita
As madeixas alvas,
Que a contingência dos dias de tua mãe
Não dais honra.

Tu maquinas o mal,
Espreitando cada passo daquela que o gerou;
Na expectativa de que ela dê um passo em falso
Para que tu possas aniquilá-la.

Não percebes que é nela
Que tu há de reclinar tua cabeça
No tempo de dor e seca?

Não percebes
Que mesmo diante de tua frieza
Ela têm te amado
E há de ti amar pelo resto de teus dias?

O que te fez desviar
Do caminho da virtude;
Corrompendo teu coração
Com tanto desafeto e rancor?

A que mal foi sucumbida tua alma
Para que tu te tornastes este monstro?

Que espécie de criatura
É capaz de em sã consciência
Se voltar contra aquela que o amou?

Como és capaz de em sã consciência
Se voltar contra aquela que te amou
E que há de ti amar pelo resto de teus dias?

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.





sábado, 17 de abril de 2010

A sombra













Sou a sombra,

O fantasma que vaguei pela noite.
Sou a escuridão.

Encobre-me o rosto,

O véu negro de minh'alma.

Sou a virgem morta,

O cadáver pálido e solitário.

Nos olhos negros

Mórbidas lágrimas desaguam...
Com o palpitar do coração
Suspira cânticos aflitos.

Desbotada rosa

Torna-se cinzas;
"Retorna ao pó que eras."

Sou a sombra,

O fantasma...

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sábado, 13 de março de 2010

É tempo de...



















É tempo de semear amor:
Num mundo onde as crianças choram;
Em que a criação geme e chora.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde as guerras por paz matam;
Em que a humanidade em dor chora.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde país e filhos se matam;
Em que a "terra" em lamentação chora.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde as pestes e fome devastam;
Em que a vida em um instante passa.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde uma explosão vidas devastam;
Em que por ganância a vida é massacrada.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde a violência e maldade nos casam;
Em que o medo nos prende em nossa própria casa.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde as desmoralizações não acabam;
Em que o respeito pelo semelhante não significa nada.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde...

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sábado, 6 de março de 2010

Mensagem



















No silêncio vazio
Há muitas palavras não verbalizadas,
Ocultas
Numa mensagem singular,
Obscuras
Como a tão insondável profundeza;
De sons inescutáveis.


Sonhos frívolos,
Mensagens...


Simples mensagens
Escritas no vácuo;
De corações inescusáveis,
Repletos apenas de ideias
Sem força de expressão.

Tal ânsia de verbalização
Neutralizado pela escuridão;
Do silêncio vazio,
Da falta de compreensão.

Almas que vagam na noite
Falam para os supostos vivos
Do fim,
Da futura inspiração.

Mensagem...
No silêncio vazio
Há muitas palavras não verbalizadas.


Rafaella Silveira Sucupira da Costa.