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sábado, 3 de setembro de 2011

Rosinha



















Rosinha, Rosinha
ao completar de quarenta
e nove primaveras
tu podes olhar para trás
e se regozijar
de ter suportado o frio de quarenta
e nove invernos...
e de ter perdido suas folhagens
e flores,
flores que murcharam, por quarenta
e nove outonos...
e por ter presenciado seu solo rachar
pelo calor do sol do verão...
e hoje estás com raízes mais profundas
que outrora,
e hoje estás ainda mais florida...
A linda Rosinha multiplicou-se
e hoje completa quarenta
e nove primaveras...
Rosinha, Rosinha
hoje completas
quarenta e nove primaveras.

(Mãezinha feliz aniversário!!!)

sábado, 9 de abril de 2011

Sapatilha de ponta



















Hoje é o grande dia

O tão esperado dia
Dia da sapatilha de ponta
Dia da bailarina.

Desde do primeiro dia
Que vi uma bailarina
Na sapatilha de ponta
Sonhei um dia
Assim eu estar...

Na ponta
Na sapatilha de ponta.
E assim sonhei
Ser uma bailarina
E um dia
A dança me dedicar.

Começa a aula
Minha primeira aula.
Mas, nada de ponta
Nada de sapatilha de ponta.

Primeiro dia de aula
Apenas na meia ponta,
Segundo dia de aula
Apenas na meia ponta...

Assim, foram minhas aulas
Longas aulas de meia ponta
Sonhando com a sapatilha de ponta
Que nunca parecia chegar.

Plier,
Cambrer...
E o sonho da sapatilha de ponta.

Mas, hoje é chegado o dia
O dia tão esperado,
Tão desejado...
O dia da sapatilha de ponta.

Sorriso de ponta à ponta
Pois, hoje é o dia da sapatilha de ponta.

Sou bailarina
E hoje realizo
O sonho sonhado
O sonho da sapatilha de ponta
Com um sorriso de ponta à ponta.


Rafaella Silveira Sucupira da Costa.
(Homenagem a minha bailarina, a minha irmãzinha querida)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Beleza do "Feio"

Cada passo que damos em busca da realização de um sonho não é meramente tempo que passamos sem termos a oportunidade de desfrutar o almejado. Mas sim, batalhas que travamos para enfim sermos dignos de gozar dos prazeres tão sonhados.
São etapas que precisam ser vencidas para que estajamos preparados para suportar os espinhos das rosas perfumadas e as tempestades que surgirão.
Ao contemplarmos uma obra artística ou a própria figura do "belo" poderiamos vislumbrar também a dor e o sacrifício. Pois, o "belo" carrega consigo a própria figuração oculta do "feio".
Ora, não seria tão belo o bailar de uma bailarina se ela não tivesse que a cada instante suportar os calos e dores de sua arte tão sublime. E assim, transmitir seus sentimentos e emoções com a expressão dos movimentos de seu próprio corpo.
Do mesmo modo o violinista que reclina se pescoço calejado em seu instrumento é capaz de transformar tantos obstáculos e dificuldades em doces melodias.
Na trajetória de nossas vidas deveriamos perceber que cada sonho sonhado, cada desejo almejado por nós mortais; que estamos destinados a participar da dor e do prazer, do "belo" e do "feio"... como se nada disso pudesse ser separado, compreender o significado do viver.
Precisamos assim, vencer tudo aquilo que nos aflinge e transformar o dolorozo e cruel em algo que possa ser admirado; trazendo satisfação tanto para aqueles que contemplam como para aqueles que transformam o sofrimeto em algo de valor inigualável.
Devemos buscar criativamente dar vida a algo que nos faz perecer, e assim, irradiar nosso brilho neste mundo de aflições.
Mesmo que exista alguém que não contemple o brilho das estrelas elas permanecerão a radiar sua luz!
Façamos o mesmo!!!!!!!!!!!


Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sábado, 8 de maio de 2010

Tu mãe















Tu que me amastes

Quando eu era apenas semente
E meu coração em ti pulsava ardente.

Que velava meu sono como anjo temente,
Que cuidadosamente
Olhava-me enquanto eu sonhava.

Tu mãe que sempre velastes meu sono
Mesmo quando eu ficara "grande"
Eras tu que me acalentavas
Quando eu desesperadamente chorava,
Quando aflita eu sofria
Tu mãe, velavas meu sono.

Tu és a semeadora do amor
Aquela que cultiva mesmo em tempo de dor
Geraste-me,
Amaste-me...
És que sou fruto de teu ventre,
O fruto de teus cuidados,
O fruto de teu amor!

Tu que me amastes
Quando eu era apenas semente
E meu coração em ti pulsava ardente.
E hoje, mãe
Permaneces a amar-me.


Rafaella Silveira Sucupira da Costa.
(homenagem a minha mãezinha querida!)