
Hoje é o grande diaO tão esperado diaDia da sapatilha de pontaDia da bailarina.Desde do primeiro dia Que vi uma bailarinaNa sapatilha de pontaSonhei um dia Assim eu estar...Na pontaNa sapatilha de ponta.E assim sonhei Ser uma bailarinaE um dia A dança me dedicar. Começa a aulaMinha primeira aula.Mas, nada de pontaNada de sapatilha de ponta.Primeiro dia de aulaApenas na meia ponta,Segundo dia de aulaApenas na meia ponta...Assim, foram minhas aulasLongas aulas de meia pontaSonhando com a sapatilha de pontaQue nunca parecia chegar.Plier,Cambrer...E o sonho da sapatilha de ponta.Mas, hoje é chegado o diaO dia tão esperado,Tão desejado...O dia da sapatilha de ponta.Sorriso de ponta à pontaPois, hoje é o dia da sapatilha de ponta.Sou bailarinaE hoje realizoO sonho sonhadoO sonho da sapatilha de pontaCom um sorriso de ponta à ponta.Rafaella Silveira Sucupira da Costa.(Homenagem a minha bailarina, a minha irmãzinha querida)

Se eu quizer seguir as "religiões" dos homens
Terei que fechar os meus olhos,
Tapar meus ouvidos,
Calar minha boca;
Crescer diante dos homens
E diminuir diante de Deus.
Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

Como se fundamentaria a vidaSe não houvesse sofrimento?Se ao menos soubéssemosA razão do nosso lamento...Não andaríamos sempreCom tanto descontentamento.E assim com a nossa ignorância seguimosAchando-nos fartos de conhecimento.Ah! e as nossas descobertasNão nos tornam nem melhores nem priores,Apenas são peças de um jogo inexplorado...E a vida?Como saberíamos o que é viverSe não provássemos à morte?Foi necessário alguém perecerPara que o nosso serPudesse nascer.Assim como o diaQue só nasceSe a noite morrer.Rafaella
Silveira sucupira
da Costa.
Entre Viver e MorrerOptamos por sobreviver.Cada passos que damos,CaminhamosEm direção à Morte.Mas, também à Vida.Como se estivessemos presosNo ciclo viciosoDe lutar pelo ViverQuando nosso prémioÉ simplesmente Morrer.O quê resta ao corpo,Não é a Morte?'O pó retorna ao pó...'Enquanto prosseguimos
À dá forma ao barroEsquecemosO informe transcendentalNa ilusão de tornar imortalO corpo mortalNos sujeitamosApenas, a SobreviverEsquecendo-nos de Viver.Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

Até quando seremos expelidosdo "ventre materno",jogados a dura sorte da vida?Até que ponto suportaremosque a realidade nos roubea ingenuidade de nossa "doce" infância"?Como compreenderemoso mistério paradoxal que cercanossa tão breve trajetória?Aceitaremos facilmenteque horas a vida acalente-noscomo mães calorosase horas nos subjuguecom braço de aço e ferro?Como alcançaremoso ápicese em nome do desenvolvimentoé nos arrancadaa sublimidade do conhecimento?Rafaella Silveira Sucupira da Costa.
Cada passo que damos em busca da realização de um sonho não é meramente tempo que passamos sem termos a oportunidade de desfrutar o almejado. Mas sim, batalhas que travamos para enfim sermos dignos de gozar dos prazeres tão sonhados. São etapas que precisam ser vencidas para que estajamos preparados para suportar os espinhos das rosas perfumadas e as tempestades que surgirão. Ao contemplarmos uma obra artística ou a própria figura do "belo" poderiamos vislumbrar também a dor e o sacrifício. Pois, o "belo" carrega consigo a própria figuração oculta do "feio". Ora, não seria tão belo o bailar de uma bailarina se ela não tivesse que a cada instante suportar os calos e dores de sua arte tão sublime. E assim, transmitir seus sentimentos e emoções com a expressão dos movimentos de seu próprio corpo. Do mesmo modo o violinista que reclina se pescoço calejado em seu instrumento é capaz de transformar tantos obstáculos e dificuldades em doces melodias. Na trajetória de nossas vidas deveriamos perceber que cada sonho sonhado, cada desejo almejado por nós mortais; que estamos destinados a participar da dor e do prazer, do "belo" e do "feio"... como se nada disso pudesse ser separado, compreender o significado do viver. Precisamos assim, vencer tudo aquilo que nos aflinge e transformar o dolorozo e cruel em algo que possa ser admirado; trazendo satisfação tanto para aqueles que contemplam como para aqueles que transformam o sofrimeto em algo de valor inigualável. Devemos buscar criativamente dar vida a algo que nos faz perecer, e assim, irradiar nosso brilho neste mundo de aflições. Mesmo que exista alguém que não contemple o brilho das estrelas elas permanecerão a radiar sua luz! Façamos o mesmo!!!!!!!!!!!Rafaella Silveira Sucupira da Costa.
" O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa reflexo de seus próprios pensamentos."