sábado, 8 de maio de 2010

Tu mãe















Tu que me amastes

Quando eu era apenas semente
E meu coração em ti pulsava ardente.

Que velava meu sono como anjo temente,
Que cuidadosamente
Olhava-me enquanto eu sonhava.

Tu mãe que sempre velastes meu sono
Mesmo quando eu ficara "grande"
Eras tu que me acalentavas
Quando eu desesperadamente chorava,
Quando aflita eu sofria
Tu mãe, velavas meu sono.

Tu és a semeadora do amor
Aquela que cultiva mesmo em tempo de dor
Geraste-me,
Amaste-me...
És que sou fruto de teu ventre,
O fruto de teus cuidados,
O fruto de teu amor!

Tu que me amastes
Quando eu era apenas semente
E meu coração em ti pulsava ardente.
E hoje, mãe
Permaneces a amar-me.


Rafaella Silveira Sucupira da Costa.
(homenagem a minha mãezinha querida!)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Reflexão sobre "Filosofia Cristã"

Primeiramente, antes que venhamos afirmar acerca da possibilidade de haver uma “Filosofia Cristã” é necessário que busquemos definir o que seja filosofia.

Ora, filosofia é uma palavra grega que denota etimologicamente: “amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber”.

“Assim, filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.”

Tendo em vista tal definição poderíamos afirmar que os pensadores medievais não eram filósofos? Ou partindo de tal informação, que não há uma “Filosofia Cristã”?

Se ousarmos alegar, portanto, que os pensadores da Idade Medieval não eram filósofos teremos que provar que esses não amavam a Sabedoria e que a ela não dedicavam suas vidas.

Considerando que “o temor do Senhor é o princípio da ciência” e que Ele dá sabedoria aqueles que a busca; devemos admitir a expressão: “Filosofia Cristã”. Pois neste âmbito Deus não é apenas Aquele que dá sabedoria aos que a almeja e a deseja, e sim, à Própria Sabedoria.

Sendo assim, porque não admitiríamos falar numa “Filosofia Cristã”, se Cristo é o “Verbo”, à Própria Sabedoria? Sendo Cristo a Própria Sabedoria é mais que justo falarmos de uma “Filosofia ‘Sophia’”, isto é, “Filosofia Cristã”.

Tendo em vista que a ‘escolástica desenvolvida na Idade Medieval’ buscava a “Sabedoria”, que tais pensadores amavam a “Verdade” não poderíamos deixar de atribuir a ela o título de “filosofia”, apenas porque tais pensadores adotaram a “Revelação”.

Ora, o que é revelação? Não é a forma de Deus comunicar ao homem sua verdade? Mas, se Cristo é a Própria Sabedoria porque Este não poderia se revelar ao homem? E mais, quem seria tolo ao ponto de na busca pela Sabedoria rejeitá-la (A Própria Sabedoria), sem antes buscar observá-la?

Se Deus é o Próprio “Logos”, como prefigura as escrituras sagradas, seria possível falar numa teologia sem considerarmos a possibilidade de uma “filosofia Cristã”?

Penso eu que, se Deus existe e é a Própria Sabedoria não haveria problema na revelação, já que quem melhor que A Própria “Sophia” para revelar a verdade a cerca de si mesma? E se Deus não existe, penso que não deveria haver problema quanto à revelação, pois caso houvesse tal possibilidade de Deus não Ser não haveria “revelação”, e, portanto seria uma mera habilidade do raciocínio humano.

Partindo de tal pensamento podemos concluir que, podemos sim falar numa “Filosofia Cristã” e que ‘as escolásticas desenvolvidas durante a Idade Média’ merecem realmente o título de “filosofia”.

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sábado, 17 de abril de 2010

A sombra













Sou a sombra,

O fantasma que vaguei pela noite.
Sou a escuridão.

Encobre-me o rosto,

O véu negro de minh'alma.

Sou a virgem morta,

O cadáver pálido e solitário.

Nos olhos negros

Mórbidas lágrimas desaguam...
Com o palpitar do coração
Suspira cânticos aflitos.

Desbotada rosa

Torna-se cinzas;
"Retorna ao pó que eras."

Sou a sombra,

O fantasma...

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A maior glória!


"A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda." Confúcio

sábado, 13 de março de 2010

É tempo de...



















É tempo de semear amor:
Num mundo onde as crianças choram;
Em que a criação geme e chora.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde as guerras por paz matam;
Em que a humanidade em dor chora.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde país e filhos se matam;
Em que a "terra" em lamentação chora.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde as pestes e fome devastam;
Em que a vida em um instante passa.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde uma explosão vidas devastam;
Em que por ganância a vida é massacrada.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde a violência e maldade nos casam;
Em que o medo nos prende em nossa própria casa.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde as desmoralizações não acabam;
Em que o respeito pelo semelhante não significa nada.

É tempo de semear amor:
Num mundo onde...

Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

sábado, 6 de março de 2010

Mensagem



















No silêncio vazio
Há muitas palavras não verbalizadas,
Ocultas
Numa mensagem singular,
Obscuras
Como a tão insondável profundeza;
De sons inescutáveis.


Sonhos frívolos,
Mensagens...


Simples mensagens
Escritas no vácuo;
De corações inescusáveis,
Repletos apenas de ideias
Sem força de expressão.

Tal ânsia de verbalização
Neutralizado pela escuridão;
Do silêncio vazio,
Da falta de compreensão.

Almas que vagam na noite
Falam para os supostos vivos
Do fim,
Da futura inspiração.

Mensagem...
No silêncio vazio
Há muitas palavras não verbalizadas.


Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

Segredo...


Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade.
Charles Chaplin