
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Felicidade
sábado, 10 de julho de 2010
Que espécie

Que espécie de criatura
sábado, 8 de maio de 2010
Tu mãe

Tu que me amastes
Quando eu era apenas semente
E meu coração em ti pulsava ardente.
Que velava meu sono como anjo temente,
Que cuidadosamente
Olhava-me enquanto eu sonhava.
Tu mãe que sempre velastes meu sono
Mesmo quando eu ficara "grande"
Eras tu que me acalentavas
Quando eu desesperadamente chorava,
Quando aflita eu sofria
Tu mãe, velavas meu sono.
Tu és a semeadora do amor
Aquela que cultiva mesmo em tempo de dor
Geraste-me,
Amaste-me...
És que sou fruto de teu ventre,
O fruto de teus cuidados,
O fruto de teu amor!
Tu que me amastes
Quando eu era apenas semente
E meu coração em ti pulsava ardente.
E hoje, mãe
Permaneces a amar-me.
Rafaella Silveira Sucupira da Costa.
(homenagem a minha mãezinha querida!)
terça-feira, 27 de abril de 2010
Reflexão sobre "Filosofia Cristã"
Primeiramente, antes que venhamos afirmar acerca da possibilidade de haver uma “Filosofia Cristã” é necessário que busquemos definir o que seja filosofia.
Ora, filosofia é uma palavra grega que denota etimologicamente: “amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber”.
“Assim, filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.”
Tendo em vista tal definição poderíamos afirmar que os pensadores medievais não eram filósofos? Ou partindo de tal informação, que não há uma “Filosofia Cristã”?
Se ousarmos alegar, portanto, que os pensadores da Idade Medieval não eram filósofos teremos que provar que esses não amavam a Sabedoria e que a ela não dedicavam suas vidas.
Considerando que “o temor do Senhor é o princípio da ciência” e que Ele dá sabedoria aqueles que a busca; devemos admitir a expressão: “Filosofia Cristã”. Pois neste âmbito Deus não é apenas Aquele que dá sabedoria aos que a almeja e a deseja, e sim, à Própria Sabedoria.
Sendo assim, porque não admitiríamos falar numa “Filosofia Cristã”, se Cristo é o “Verbo”, à Própria Sabedoria? Sendo Cristo a Própria Sabedoria é mais que justo falarmos de uma “Filosofia ‘Sophia’”, isto é, “Filosofia Cristã”.
Tendo em vista que a ‘escolástica desenvolvida na Idade Medieval’ buscava a “Sabedoria”, que tais pensadores amavam a “Verdade” não poderíamos deixar de atribuir a ela o título de “filosofia”, apenas porque tais pensadores adotaram a “Revelação”.
Ora, o que é revelação? Não é a forma de Deus comunicar ao homem sua verdade? Mas, se Cristo é a Própria Sabedoria porque Este não poderia se revelar ao homem? E mais, quem seria tolo ao ponto de na busca pela Sabedoria rejeitá-la (A Própria Sabedoria), sem antes buscar observá-la?
Se Deus é o Próprio “Logos”, como prefigura as escrituras sagradas, seria possível falar numa teologia sem considerarmos a possibilidade de uma “filosofia Cristã”?
Penso eu que, se Deus existe e é a Própria Sabedoria não haveria problema na revelação, já que quem melhor que A Própria “Sophia” para revelar a verdade a cerca de si mesma? E se Deus não existe, penso que não deveria haver problema quanto à revelação, pois caso houvesse tal possibilidade de Deus não Ser não haveria “revelação”, e, portanto seria uma mera habilidade do raciocínio humano.
Partindo de tal pensamento podemos concluir que, podemos sim falar numa “Filosofia Cristã” e que ‘as escolásticas desenvolvidas durante a Idade Média’ merecem realmente o título de “filosofia”.
Rafaella Silveira Sucupira da Costa.
sábado, 17 de abril de 2010
A sombra

Sou a sombra,
O fantasma que vaguei pela noite.
Sou a escuridão.
Encobre-me o rosto,
O véu negro de minh'alma.
Sou a virgem morta,
O cadáver pálido e solitário.
Nos olhos negros
Mórbidas lágrimas desaguam...
Com o palpitar do coração
Suspira cânticos aflitos.
Desbotada rosa
Torna-se cinzas;
"Retorna ao pó que eras."
Sou a sombra,
O fantasma...
Rafaella Silveira Sucupira da Costa.

